20090516

Sentido(s)


Ashram - Elizabeth

Sinto o cheiro do mar e não resisto em deitar-me na rocha, quente do sol. O calor penetra-me o corpo arrepiado da brisa. Assim, os pêlos voltam a juntar-se a quem pertencem. Um risco de nuvens coloca-se no céu e não se pretende mover. Nem eu. Parecem adoptar o meu comportamento.
Olho para o lado. Uma lata suja nos pedregulhos. Fecho os olhos. O mar bate levemente neles e o barulho que produz soa a um requintado início de trovoada. Querem continuar uns encontrando-se nos outros... e o mar não os vai vencer. Assim tudo indica. Ao longe, só o horizonte. E após ele, mar.
As gaivotas avizinham-se, bem como o som ao fundo dos barcos no mar, estacionados.
Nuvens paradas, barcos estacionados. Só o mar vai e vem e com ele o que os pedregulhos precisam.. movimentação.

De repente, até isso parou.

1 comentário:

  1. Férias bem aproveitadas costumam inspirar. A descrição quase parece Murakami.
    Já pensaste em te dedicares à escrita?

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